quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Megatelescópio na Antártica quer desvendar mistério dos neutrinos

Cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.O aparelho, chamado IceCube (cubo de gelo em inglês), levou dez anos para ser construído, a 2.400 metros abaixo da superfície do gelo antártico. Ele mede um quilômetro cúbico e é maior que os edifícios Empire State (Nova York), Willis Tower (ex-Sears Tower, Chicago) e World Financial Center (Xangai) somados.O telescópio serve para observar neutrinos, que são emitidos por explosões estelares e se deslocam quase à velocidade da luz. Ele passou a atrair mais atenções depois do anúncio, na semana passada, de uma partícula subatômica que parece ser o bóson de Higgs – o “tijolo” básico do universo.“Você levanta o dedo e 100 bilhões de neutrinos passam por ele a cada segundo vindos do Sol”, disse a física Jenni Adams, da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), que trabalha com o IceCube.O telescópio é basicamente uma série de detectores de luz enterrados no gelo. Quando os neutrinos, que estão em todo lugar, interagem com o gelo, eles produzem partículas carregadas que são então capazes de gerar luz, a qual pode ser detectada.O gelo funciona como uma rede que isola os neutrinos, facilitando sua observação. Ele também protege o telescópio contra radiações potencialmente nocivas.“Se uma supernova explodir na nossa galáxia agora, podemos detectar centenas de neutrinos com o IceCube”, disse Adams a jornalistas na Conferência Internacional de Física de Alta Energia, em Melbourne. “Não seremos capazes de vê-los individualmente, mas o detector inteiro irá se acender como uma grande queima de fogos de artifício.”Os cientistas estão tentando monitorar as partículas para descobrir sua origem, na esperança de que isso dê pistas sobre o que acontece no espaço, especialmente em partes invisíveis do universo, conhecidas como matéria escura.Antes da conclusão do IceCube, em 2010, os cientistas haviam observado apenas 14 neutrinos. Com o novo telescópio, que atua em conjunto com um aparelho no Mediterrâneo, centenas de neutrinos já foram detectados.Até agora, todos eles foram criados pela atmosfera terrestre, mas os cientistas do IceCube esperam um dia detectar alguns vindos do espaço. “Os neutrinos… vão apontar para de onde vieram”, afirmou Adams. (Fonte: G1) (IG-25/07/12)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

2ª Edição do Festival do Minuto na Escola

Estão abertas as inscrições para a 2ª Edição do Festival do Minuto na Escola.
Produção de vídeos de até um minuto de duração.
          Temas:
        LIVRE: exclusivo às escolas públicas estaduais.
        CIÊNCIA: exclusivo às escolas públicas estaduais.
        RIOS: aberto ao público em geral.
          Período de inscrição: 02 de maio a 27 de outubro de 2012.
          Novembro 2012: cerimônia premiação no Cine Sabesp/SP.
          Categorias:
        Professores
        Ensino Médio
        Minuteen (5ª série/6º ano a 8ª série/9º ano)

Mais informações no site: www.escoladominuto.com.br
Inscreva-se!

PRÊMIO JOVEM CIENTISTA


 O Prêmio Jovem Cientista tem por objetivo estimular novos talentos na ciência, investindo em estudantes e profissionais que buscam soluções para os desafios brasileiros. Este ano o tema é "INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NOS ESPORTES".  
O Prêmio possui quatro categorias:
        Graduado
        Estudante do Ensino Superior
        Estudante do Ensino Médio
        Mérito Institucional
        Menção Honrosa: um pesquisador doutor com ampla experiência e capacidade de formação de pesquisadores.
Para mais informações, acessem o site: http://www.jovemcientista.org.br/ e participem!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sociedade Brasileira de Genética:
No link "Genética na Escola" há publicações das revistas semestrais da SBG, com sugestões para a sala de aula além de outras novidades. Acesse e confira: http://www.sbg.org.br/


 Vídeo Desafio Convoca Estudantes a Investigar Qualidade das Águas
O 6º Grande Desafio, promovido pelo Museu Exploratório de Ciências – Unicamp, traz uma novidade este ano: o Vídeo Desafio. Para investigar o problema do assoreamento e da poluição de lagos, rios e barragens, os estudantes estão desafiados a ir a campo e produzir um vídeo de 2 minutos com uma mini reportagem sobre o local.
O Grande Desafio é uma excelente oportunidade para professores e estudantes aproximarem-se de assuntos de sala de aula de uma maneira pouco convencional, ampla e interdisciplinar, agregando conhecimentos formais e não formais.
Em meio às atividades da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a equipe do Museu instiga os estudantes a projetar, construir e operar um equipamento capaz de auxiliar no desassoreamento e na despoluição de um lago.
As inscrições estão abertas. Monte sua equipe e participe!

Desafio: projetar, construir e operar um equipamento capaz de auxiliar no desassoreamento e na despoluição de um lago.
Equipes: de 2 a 6 participantes do Ensino Fundamental ( a partir do 6º ano), Médio e EJA.
Inscrições: no site www.mc.unicamp.br  até 10/6 (valores reduzidos até 20/5).
Grande Dia: 16 de junho na Unicamp.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Riqueza sob o sal

Até há pouco tempo conhecido pelo seu uso na indústria farmacêutica, lítio ganha importância estratégica para a tecnologia

Fábio de Castro

Engenheiro-chefe do governo boliviano inspeciona piscina projetada para evaporar lítio no salar de Uyuni, em novembro de 2009
Engenheiro-chefe do governo boliviano inspeciona piscina projetada para evaporar lítio no salar de Uyuni, em novembro de 2009
A mais de 3.600 metros de altitude, no sudoeste da Bolívia, uma planície coberta de sal se estende por 12 mil quilômetros quadrados. Desprovida de vegetação – exceto pelos cactos gigantes que podem chegar a 10 metros de altura –, a paisagem do salar de Uyuni passa a impressão de um ambiente extraterrestre. A monotonia do imenso deserto salgado só é quebrada pelos curiosos lagos multicoloridos povoados por flamingos e pelos campos de gêiseres. Nas noites de inverno, o frio chega a 25 graus negativos.
Ali, sob a brancura ofuscante do salar boliviano, esconde-se a maior jazida de lítio do planeta que, apesar da importância estratégica de dimensões globais, permanece praticamente inexplorada. Estima-se que sob as camadas de sal, que chegam a 120 metros de profundidade, existam 5,4 milhões de toneladas de lítio. Em junho de 2010, o jornal The New York Times divulgou um estudo da US Geological Survey (USGS) dando conta da descoberta de uma jazida mineral estimada em quase um trilhão de dólares ainda inexplorada no Afeganistão. Segundo a pesquisa dos geólogos norte-americanos, entre os minerais encontrados desde 2004 estaria o lítio, em proporções tão importantes quanto as bolivianas. A detecção dessas substâncias, que incluem ferro, ouro, nióbio e cobalto, foi feita, de acordo com o USGS, por meio de mapas geológicos dos anos 1980 elaborados por soviéticos e escondidos por geólogos afegãos durante a Guerra Civil (1992-1996) e o regime dos talibãs (1996-2001).
O fator que torna o lítio estratégico está relacionado às suas diversas aplicações tecnológicas. O mais leve dos metais é empregado, por exemplo, na produção de medicamentos para o tratamento de transtorno bipolar e na fabricação de ligas metálicas condutoras de calor, de lubrificantes, de cerâmicas e de lentes de telescópios. Mas sua aplicação mais importante e conhecida se dá na produção das baterias recarregáveis de íon lítio.
Disponíveis comercialmente desde a década de 1970, elas se tornaram populares e dominaram o mercado rapidamente nos últimos anos, passando a ser utilizadas na maior parte dos celulares, notebooks, aparelhos de MP3 e todo tipo de equipamento eletrônico portátil. As baterias de íon lítio têm a metade do tamanho das baterias de chumbo – tradicionalmente utilizadas em automóveis –, são bem mais leves, armazenam três vezes mais energia, duram três vezes mais e podem ser recarregadas, sem problemas, antes do esgotamento total da carga.
A eficiência das baterias de íon lítio já garante, no presente, um mercado com demanda constante para o metal. Das 105 mil toneladas produzidas por ano no mundo, a indústria eletrônica consome cerca de 30 mil, de acordo com a US Geological Survey – a agência fornece ao governo norte-americano dados científicos sobre geociências e recursos naturais. Mais de 40% de todo esse lítio produzido é proveniente do deserto do Atacama, no Chile.

Leia a reportagem completa, acessando:

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Descendentes dos Dinossauros

Somente dois representantes sobreviveram.

Há aproximadamente 65 milhões de anos, quase todos os vertebrados que dominavam a Terra desapareceram misteriosamente. Este evento foi chamado de Extinção K-T (Abreviação de Cretáceo-Terciário) e vitimou aproximadamente 75% das espécies viventes na época, inclusive os dinossauros.
A causa desta extinção ainda divide os paleontólogos, mas a teoria mais aceita é a da queda de um meteoro no México. Com 10 km de diâmetro, teria caído onde, hoje, fica a Cratera de Chicxulub, no Estado de Iucatã. Tal impacto teria produzido uma nuvem de poeira que bloquearia a luz solar, matando as plantas em pouco tempo - e pondo toda a cadeia alimentar em crise. Mas há, é claro, os que sobreviveram a esta tragédia ecológica.
Não se preocupe, não há nenhum tipo de prova que algum Tyranosauro rex esteja vivendo em alguma remota e desconhecida Ilha da Caveira, como em King Kong. Mas um dos poucos dinossauros a sobreviver foi o Arqueoptérix, que tinha penas e cujos descendentes são... as aves. Então, embora não sejam mais répteis, um minúsculo beija-flor e uma ema podem, ambos, ser considerados herdeiros de alguns dos mais fascinantes animais que já viveram.
Foto: Haroldo Palo Jr.
A Maria-Faceira.
Outro herdeiro da Era dos Répteis são os crocodilos, jacarés e gaviais.  Estes, sim, são verdadeiros fósseis vivos. Seus primeiros ancestrais surgiram durante o cretáceo e eram semelhantes em aparência e comportamento - embora um pouco mais parecidos com os predadores da época.
Foto: José Sabino


Fonte: http://canalazultv.ig.com.br/redeambiente/